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PARA SABER MAIS ... |
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| As palavras simples
"dimensão" e "forma", no contexto da evolução do
desenvolvimento, passam a ser muito complexas. Um padrão paleontológico geral
é a «regra de Cope», segundo a qual as dimensões corporais de espécies
pertencentes a uma linhagem tendem a tornar-se maiores ao longo do tempo. E o
que acontece quando os animais se tornam maiores? Em muitos casos, as várias
partes do corpo não crescem com a mesma taxa, e estamos perante ALOMETRIA. |
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O
que é o crescimento ? |
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O crescimento alométrico
refere-se a taxas diferenciais de crescimento de duas características mesuráveis
de um organismo (muitas vezes descrito como alterações / transformações da
morfologia correlacionadas com a dimensão). Y = b x a em que x é a medida de
uma característica b é uma constante a é o coeficiente alométrico
y é a outra característica |
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Nesta forma descreve uma
interrelação logaritmítica. Pode tornar-se numa relação linear relacionando
os logs dos valores medidos para cada característica: Log y = log b + a log x Esta é a equação para
uma linha recta, sendo a a inclinação desta linha. Quando a é inferior a
1, temos alometria negativa, significando que à medida que x se torna maior, y
também se torna maior mas a uma taxa mais reduzida. Quando a é superior a
1, temos alometria positiva, significando que quando x se torna maior, y
torna-se ainda maior, já que a taxa de crescimento desta característica é
superior. Quando a = 1, temos ISOMETRIA ou crescimento isométrico, implicando que não
há alteração na morfologia (ou seja, das dimensões relativas das várias
partes do corpo) durante o crescimento. |
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Podemos
descrever diferentes tipos de alometria: 1.
alometria
interespecífica, em que características de indivíduos da mesma idade
(geralmente adultos) são comparadas entre espécies diferentes. 2.
alometria
intraespecífica, em que a.
.
as
características de indivíduos de todas as idades são comparadas para uma espécie
(também chamada alometria ontogenética) b.
.
ou
características de indivíduos da mesma idade são comparadas dentro de uma espécie
(também chamada alometria estática). |
| Para
os dinossáurios
teropodes são conhecidas algumas séries de crescimento parciais,
incluindo os teropodes Coelophysis,
Syntarsus, Allosaurus. Muitas das tendências de crescimento dos dinossáurios
são ontogenéticas, incluindo aumento do número de dentes, maiores áreas para
inserção de músculos, proporções de membros mais robustos (Varricchio
1997). Mas algumas destas tendências apresentam
variabilidade entre as diferentes espécies. Por exemplo, para os
teropodes, e ao contrário dos ornistiquianos, o número de dentes praticamente
não se altera e, para alguns taxa, os ossos dos membros tornam-se menos
robustos com a idade. |
| São
poucos os estudos referentes ao crescimento de teropodes - a principal
razão reside na falta de séries ontogenéticas para a maioria das espécies. |
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