PARA SABER MAIS ...

RIFTING, MARES EPICONTINENTAIS E JURÁSSICO MÉDIO

 

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O rifting inicial do Pangaea terá ocorrido durante o Jurássico médio. Sedimentos da região do Golfo do México e da Venezuela, bem como da África ocidental, registam o início da abertura e alargamento de um mar entre os dois supercontinentes. Nessa  altura, surgiram alguns dos primeiros mares epicontinentais (ou mares epíricos ou epeirícos) da Era Mesozóica. Estes mares são cobertos por águas marinhas pouco profundas, que cobrem apenas partes dos continentes (em oposição a residirem dentro das bacias oceânicas), como acontece actualmente com o Mar do Norte, que cobre parte do cratão Europeu ou o mar Arafura / Golfo da Carpentaria, na região norte da Austrália. No passado, os mares epicontinentais eram muito mais abundantes do que actualmente e foram mais comuns durante os tempos Paleozóicos e durante a última metade do Mesozóico.  

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A presença ou ausência de mares epicontinentais relaciona-se com o nível global das águas marinhas. Níveis elevados inundam as regiões mais baixas dos continentes. O nível das águas é controlado por vários factores, sendo dois dos mais importantes a quantidade de gelo nos pólos e a tectónica. Se existe grande quantidade de gelo polar (ou glaciares), os níveis globais das águas marinhas devem descer. Durante os períodos de grande actividade tectónica, as cristas divergentes dos fundos oceânicos tendem a estarem topograficamente elevadas, diminuindo o volume das bacias oceânicas e “empurrando” as águas para cobrirem as regiões costeiras dos continentes. Durante o Jurássico médio, mares epicontinentais flutuantes cobriram grande parte das actuais América do Norte ocidental, Groelândia oriental, África ocidental e Europa, onde um complexo sistema de ilhas e mares pouco profundos se desenvolveu.  

http://www.scotese.com/ejurclim.htm

Apesar de termos poucas sequências sedimentares terrestres para o Jurássico médio, podemos ter uma ideia relativamente aproximada dos climas para este intervalo de tempo, com base em dados fornecidos pelos sedimentos oceânicos. Existem indicadores de climas quentes para paleolatitudes elevadas e  ausência de evidência de glaciação continental, implicando a não existência de gelos polares. Indicadores biológicos de climas quentes incluem plantas e certos peixes, cuja distribuição deve ter variado entre 75º N e 65º S.

 

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