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PARA SABER MAIS ... |
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De facto, todas as evidências
de teropodes pré-Jurássico final permitirão descobrir taxa “chave”
basais, menos especializados, que permitirão resolver e decifrar as interrelações
internas dentro de Theropoda (Holtz 2001). |
| Um exemplo concreto. Nos últimos
anos tornou-se aparente que os acontecimentos de ramificação iniciais dentro
de Coelurosauria antecedem em muito o aparecimento estratigráfico de material
fossilizado relativamente completo destes teropodes. Consequentemente, os ramos
basais dentro de Coelurosauria são “longos ramos soft”, uma série de
acontecimentos de divisão que não se conseguem distinguir porque algumas das
espécies filhas foram omitidas nas análises filogenéticas, porque ainda não
descobertas. E “ramos longos têm o potencial de se atraírem uns aos outros
na reconstrução de árvores filogenéticas, resultando potencialmente em
topologias incorrectas” (Holtz 2001). |
| Se, por exemplo, assumirmos
que a topologia de interrelação entre tyrannossaurídeos e ornitominossaurios
encontrada por Sereno (1998, 1999) está correcta, então a encontrada por Holtz
(1994, 2000, 2001) pode ser o resultado dos efeitos desta atracção de ramos
longos: as anatomias cursoriais especializadas de tyrannossaurídeos e
ornitomimossaurios tardios atraem estes ramos durante a pesquisa de árvores,
em que hipotéticos prototyrannossaurídeos e protoornitomimossaurios não
tinham estas características, demonstrando que essas características teriam
evoluído convergentemente de forma semelhante. Se assumirmos que Troodontidae
é o taxon irmão para Ornithomimosauria, um hábito de vida idêntico
seleccionando uma cauda como estabilizador dinâmico ou um dígito II raptorial
hiperextensível poderia, falsamente, produzir árvores unindo troodontídeos,
dromaeossaurídeos e aves basais, com a exclusão de Ornithomimosauria; mas a
inclusão de hipotéticos prototroodontídeos sem estas especializações
locomotoras ou predatórias particulares, colocaria Troodontidae na sua
“verdadeira” posição. |
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Como Holtz (2001) assinala, o que acontece realmente é que quando material relativamente completo de tyrannossaurídeos, ornitomimossaurios, troodontídeos, oviraptorossaurios e dromaeossaurídeos surge no registo fóssil, durante o Cretácico, estas linhagens já tinham adquirido as suas numerosas autapomorfias. E para os coleurossaurios não avianos, o melhor material conhecido é encontrado muitos milhões de anos depois das divergências basais. “Estes milhões de anos de “intervalo desconhecido” evolucionário entre a ramificação inicial e os registos melhor conhecidos resultaram em homoplasia que obscurece, pelo menos parcialmente, a topologia histórica da árvore filogenética” (Holtz 2001). Esta constitui mais uma razão para justificar a importância de jazidas do Jurássico médio com evidências de teropodes. |